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Identificação por Radiofrequência também pode contribuir para o meio ambiente, como mostra o palestrante Paulo Borges que coordenou o projeto piloto Plano de Manejo Florestal Sustentável Eletrônico na fazenda Carandá, localizada no município de Nova Mutum.
O processo de globalização aponta para uma necessidade urgente de mudanças no modelo de produção, de forma a inserir no contexto da exploração dos recursos naturais, novos padrões que contemplem não só a questão econômica, mas também a social e a ambiental.
Paulo Borges, Sup. Executivo do Instituto Ação Verde, explica que é necessário corrigir o rumo da gestão ambiental na Amazônia Legal. Deve-se buscar, mesmo sabendo que não é tarefa fácil, conciliar os interesses dos que produzem com os daqueles que autorizam, monitoram e cobram a aplicação da lei.
Nesse sentido, é que apresentamos uma proposta de Manejo Florestal Eletrônico – e-PMFS que certamente, proporcionará uma organização em toda cadeia produtiva desde o inventario a exploração e transporte florestal.
O e-PMFS utiliza um conjunto de ferramentas e softwares, capaz de monitorar eletronicamente a floresta desde a exploração ao transporte da madeira, ou seja, desde a sua origem ao seu destino, através de mapas de inventários florestais, em um ambiente on-line. Os dados são capturados utilizando a Tecnologia de leitor de RFID/GPRS/ GPS, criptografados e armazenados em Chip’s e Coletores, possibilitando o total controle por parte dos órgãos ambientais dos recursos florestais existentes e comercializados em Mato Grosso. Uma vez que a floresta tenha sido inventariada eletronicamente, os dados podem ser utilizados para criar um plano de administração de recursos naturais para a área. Esses dados podem ser compartilhados on-line, por todos os usuários autorizados envolvidos no processamento de administração florestal, tornando o processo auditável.
Os Chip’s serão utilizados em substituição as placas de alumínio que se usam hoje nos manejo tradicionais na etapa do Inventário Florestal.
O chip permite agregar muito mais informações do que nas fichas de campo, utilizadas no manejo tradicional. Esse sistema reúne vários dados, como informações sobre espécies, volumetria e localização de cada árvore e o dia e hora de cada etapa do manejo, como o corte, o arraste e o transporte das toras. E ainda mais, com o chip podemos descobrir a quantidade de carbono por cada árvore sequestrada, seja estando em pé, em tora ou na madeira já beneficiada. E também é possível inventariar todo o estoque da carbono sequestrado na floresta e acompanhar todo o processo em tempo real, onde você estiver.
Essa solução desenvolvida pelo Instituto da Ação Verde será testada pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira – CIPEM numa área de 100 hectares, na fazenda Carandá, localizada no município de Nova Mutum, num total de 2.500 árvores chipadas. E o piloto será detalhado durante o 2º Congresso Brasileiro de RFID. Aproveite e faça sua inscrição agora.
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